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Macadâmia



                                   
Nome da fruta – Macadâmia
Nome científico – Macadamia integrifolia Maiden & Betche
Família botânica – Proteaceae
Categoria -
Origem – Austrália
Características da planta – Árvore geralmente com 15 metros de altura. Folhas lisas de bordos ondulados, de coloração acinzentada quando jovens. Flores de coloração alva, reunidas em inflorescência do tipo cacho.
Fruto – A macadâmia é um fruto tipo drupa, arredondado, casca avermelhada. Polpa de coloração creme-esverdeada, carnosa, que encerra uma semente (amêndoa) comestível.
Frutificação – Outono
Propagação – Semente
A macadâmia é árvore rústica, originária da Austrália, das províncias de New South Wales e de Queensland, onde era encontrada em densas florestas naturais.
Hoje em dia é produzida, especialmente, na Austrália e no Havaí, para onde foi levada no final do século passado, e em menor escala na Nova Zelândia, na África (Quênia e África do Sul), na América central (Costa Rica e Guatemala) e na Califórnia, onde chegou trazida do Havaí depois da Segunda Guerra Mundial. Na América do Sul, a planta encontrou boas condições de aclimatação na vasta área que vai desde o Sul da Bahia até o Uruguai.
As primeiras árvores da macadâmia plantadas no Brasil vieram da Califórnia para uma das Chácaras da Companhia Dierberger de Limeira, em São Paulo, ainda no início dos anos 1930, onde se iniciou a produção de mudas para comercialização. Seu cultivo, porém, destinava-se basicamente ao embelezamento de pomares domésticos, pois a árvore tem a qualidade de enfeitar com classe e elegância qualquer quintal.
Em 1948, técnicos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em São Paulo, iniciaram experimentos para a adaptabilidade da planta às condições climáticas do país, para cultivo comercial. No início dos anos 1960, a Dierberger, em nova iniciativa, importou do Havaí sementes de uma das variedades existentes de macadâmia para proceder ao aprimoramento das mais apropriadas para o país. Cerca de 20 anos depois, o cultivo da macadâmia tomou grande impulso.
No início do século 21, estima-se que a maior parte das árvores plantadas no Brasil, naquele período, já tenha atingido a maturidade e esteja produzindo para valer: a macadâmia pode demorar entre 12 e 15 anos para chegar à máxima produtividade. Em compensação, a partir daí não pára mais e, quanto mais velha, maior a produção por safra. Aliás, uma das principais características dessa planta é a longevidade: sabe-se da existência de árvores com mais de um século de idade e ainda bastante produtivas.
O fruto da macadâmia tem uma forma bonita e plácida: mais ou menos esférico, termina com um pequeno bico, como se fosse um seio humano. De cor verde, por seu lado externo o carpelo pouco espesso e carnoso desse fruto encerra, em geral, uma noz que fica exposta quando sua casca abre. Na floração abundante, o ar preenche-se com o aroma das flores, atraindo grande quantidade de abelhas. Verdadeiro espetáculo de beleza são os cachos repletos de flores e frutos em todos os estágios da maturação. Quando o fruto se abre, a noz, ainda fechada, cai sozinha da árvore.
Dentro da noz que se solta do fruto, protegida por uma casca grossa que costuma ser extraída mecanicamente, fica a amêndoa ou semente da noz de macadâmia, que é comestível.
Essa amêndoa – de sabor delicioso, ao mesmo tempo crocante e amanteigado – pode ser consumida crua ou cozida, depois de seca, e utilizada em confeitos, bolos e bombons em substituição a outras qualidades de nozes. Torrada, é muito apreciada como aperitivo, sendo mais da metade da produção mundial aproveitada desta última forma.
Cada vez mais valorizada no mercado internacional, os negócios que giram em torno da produção e da comercialização da noz macadâmia movimentam muitos milhões de dólares ao ano. Trata-se, atualmente, de uma das culturas mais rentáveis existentes. Por esse motivo, a quase totalidade da produção brasileira destina-se ao mercado externo.
No Brasil a noz macadâmia ainda é pouco conhecida, produzida e comercializada. Ainda assim, estudo realizado em 2003, pelo IAC, informa que ela se constitui na principal nogueira de clima temperado-subtropical cultivada no Estado de São Paulo, que é o maior produtor brasileiro. Destaca-se o município de Dois Córregos, na região de Jaú, seguido por Bauru, Avaré e São Sebastião da Grama, que correspondem a 45% da área cultivada no Estado.
Além de São Paulo, as maiores plantações dessa noz no Brasil estão instaladas em Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, muitas delas estabelecidas em consórcio com outras culturas, como café, laranja, limão, tangerina e maracujá.
Macadâmia, saudável e nutritiva
A noz macadâmia, como é simplesmente chamada, é muito nutritiva e concentra altos teores de gordura, que variam entre 60 e 80% de seu peso total. Por esse motivo, a extração do óleo de macadâmia é extremamente rentável e a qualidade comparável à do óleo de oliva. Assim como este, o óleo de macadâmia traz benefícios à saúde, atuando na manutenção do bom colesterol e reduzindo o risco de doenças cardíacas, vantagens que vão muito além de seu sabor adocicado.
Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Comentários

  1. ola!!Tenho uma arvore de macadâmia ! , Já faz 10 anos e nunca deu uma noz !! gostaria que vcs me ajudassem a faze-la produzir!! o q eu faço?? abraços Ione

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TOP 10 DA SEMANA

Biri-biri

 Você já ouviu falar no biri-biri? É uma fruta que se parece com a carambola e também é conhecida como limão de caiena, devido ao seu sabor azedo característico e localização pela qual chegou às terras brasileiras, entrando na Amazônia por Caiena, na Guiana Francesa. Ela é muito comum na Bahia e faz parte de muitos pratos da culinária regional. A cultura popular acredita que essa frutinha é “antidiabética” e que ajuda a queimar calorias! Um estudo do extrato da fruta mostrou que ela é capaz de diminuir em 50% as taxas de glicose do sangue,  além da sua alta concentração de vitamina C. O azedinho do biri-biri combinado com algumas folhinhas de hortelã se transforma num delicioso e refrescante suco.

Fonte: http://www.goodlight.com.br

Umbu

Umbu é uma fruta de polpa suculenta nativa da Caatinga,região de fortes secas.
A árvore, quando adulta, vive em média 100 anos e pode armazenar até dois mil litros de água em suas raízes.  O umbu destaca-se pelo aroma e pelo quanto pode ser consumido sem causar desconforto. 
Sua polpa tem ação energética e é rica em hidratos de carbono e vitaminas B e C. Seu uso culinário abrange o fruto maduro e verde,transformado de diversas formas,e as folhas cruas ou refogadas.

Bastante apreciado in natura, o umbu é utilizado na fabricação de polpa, suco, sorvete, doce, geléia e uma grande variedade de produtos. Industrializado, o fruto apresenta-se sob forma de sucos engarrafados, doces, geléias, vinho, polpa de frutas.
Pode se cozinhar os frutos mais "passados" para obter vinagre ou bater a polpa com leite e açúcar pra se fazer a tradicional Umbuzada,que pode substituir a refeição noturna do nordestino.

Fonte: lilliverdi.blogspot.com.b




Cagaita

Esse fruto do Cerrado é rico em antioxidantes e vitamina C, tendo um sabor azedinho e ainda um efeito laxativo quando consumidos em grande quantidade  principalmente se estiverem quentes. Já suas folhas têm o efeito oposto quando preparadas em infusão. O nível de vitamina C encontrado nela é superior ao das frutas comuns, e isso faz dela um potencial para bebidas isotônicas e funcionais, assim como seu emprego em geleias e refrigerantes, que ainda terão como acréscimo suas propriedades antioxidantes.

Jambo

O seu gosto é adocicado e suavemente ácido e o aroma é parecido ao de rosas. O jambo é composto por vitamina C, antioxidantes que atuam diretamente na prevenção do envelhecimento precoce,flavonoides e taninos.Todos esses ingredientes neutralizam a ação dos temidos radicais livres, e contribuem para a formação do colágeno e também contra tumores. Fonte:http://www.mundodastribos.com

Cambuci

Além de frutífera a árvore também é ornamental, estando infelizmente sob risco de extinção. Nativa da Mata Atlântica, seus frutos são um ótimo ingrediente para doces e sucos. Arredondado, de polpa carnuda, fibrosa e com poucas sementes, o fruto tem um perfume adocicado e intenso. Há ainda a casca, que verde e com tons em amarelo, é adstringente. O sabor é um pouco ácido, bem parecido com o do limão e apesar de poder ser consumida, o melhor uso é mesmo para o preparo de doces, geleias e sucos.